2016: como será o início de temporada com Falcão?

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Por Alessandro Matias

Pegar um elenco já formado e em andamento pode não ser um grande negócio para alguns técnicos. O caso do Sport, em 2015, foi um grande exemplo do caminho inverso. Falcão chegou, ajustou o time (em um momento complicado) e fez o que dava para caminhar até o final do Brasileirão do corrente ano.

É claro que já se tinha uma base de time e, querendo ou não, a segurança na qualidade de algumas peças que desequilibraram em alguns momentos. O problema maior foi a oscilação do time base. E esse ponto foi ruim tanto com ele, quanto com o Eduardo Baptista. Eduardo, por outro lado, sentiu que perdeu o discurso com algumas profissionais que lideravam o grupo, além do esquema tático, e apostou que o rendimento não seria o mesmo até o fim. Pegou estrada e foi para o “Rio Maravilha”.

O que fica é a dúvida, queiram uns ou não, de como será um início de trabalho do “Rei de Roma”. Como será que ele administrará uma formação de elenco e fazer render um trabalho desde a formulação da planilhas iniciais de trabalho de um grupo?

Se depender de algumas contratações, que começam a surgir na Ilha do Retiro, o trabalho terá uma contestação grande no quesito torcida e imprensa. Algumas jogadores foram embora e o clube ainda não repôs na altura dos que saíram. Claro que seria e será muito difícil encontrar atletas que encaixem e que tenham a qualidade do time que terminou o ano. DS87, Marlone e André estão nos melhores comentários da imprensa sudestina e sulista de futebol. E olhe que para colocar jogadores de times do Nordeste na lista de destaque é preciso muito arroz com feijão.

Se de uma lado não podemos culpar a diretoria de futebol pelo desmanche, afinal, concorrer com Corinthians, Fluminense e a própria vontade dos jogadores e empresários não é tarefa fácil, podemos dizer que o mesmo problema de várias gestões está se repetindo quanto a demora de qualidade dos que chegam. É o famoso “dezembro aquecido” e “está difícil encontrar empresários e jogadores nas férias”. A certeza de que final de ano e início é tempo de contratações é tanta quanto o dia das crianças ocorrer em 12 de outubro e o Natal em dezembro.

Para não dizer que eu não falo em “flores”: resta lembrar que a lista de dezembro, do ano passado, também era considerada de “refugos” e “reservas” de outras agremiações.

Quem viver, verá.

 

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado

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