Sport, eu preciso dizer que te amo

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Por Alessandro Matias

Hoje é o aniversário do clube mais vitorioso do Norte e Nordeste do Brasil. É com muito orgulho que repasso e divido, mais uma vez, um texto que escrevi em uma época conturbada (como sempre) por ser período de eleições.

É claro que o texto foi adaptado para essa data especial de aniversário. Contudo, é um texto atemporal e que se encaixa em todas as formas e momentos de amor que um homem pode ter por um clube de futebol. O Leão é assim: apaixona.

Fiz parte da história do Sport e tenho orgulho. Fui torcedor, atleta de futebol do clube e, assim, vivi a época de glória do Sport: os anos 80, quando o rubro-negro escreveu o seu maior capítulo no futebol brasileiro. Lembro e tenho um imenso prazer de saber que participei e ajudei, direta e indiretamente, em muitos treinos e coletivos aquele esquadrão de 1987. Aprendi muito. Obrigado!

Quem viveu com a turma no departamento amador e também no profissional sabia e tem a certeza, até hoje, que era um timão dentro e fora dos gramados. Agora retorno para minha simples função inicial de ficar na torcida. Ao meu período no clube comparo a minha trajetória como o ciclo da vida de qualquer ser humano: criança nascemos e crianças (na fase idosa) voltamos a ser.

O fato de hoje ser um comunicador e blogueiro nunca me fez vestir a camisa nos momentos em que estou trabalhando. Sabe por quê? Porque, em certos momentos, a minha opinião crítica se compara ao carinho que tenho por alguém próximo, de família. É duro.

Entretanto, com amor alicerçando os meus dedos, teclados e microfones, sei que estou fazendo (mesmo criticando) o bem para esse universo rubro-negro. Com vocês: Sport, eu preciso dizer que te amo.

…Entretanto, que paixão é essa que nos faz querer, enquanto criança, um dia ser jogador de futebol? Que magia é essa que nos foca obcecadamente por um clube, que nasce sem explicação e perdura na pele de cada um até os últimos dias de vida?

Perguntas simples de escrever, porém difíceis de responder! Ou melhor, impossíveis de responder.

Lembro enquanto criança a primeira vez que entrei no gramado da ilha ao lado do meu pai. Tenho certeza que até hoje ele não tem ideia do significado daquele momento para mim. O Sport era campeão no final da década de 70 em plena Ilha do Retiro. Pouco importava diante de quem e qual era o título. Eu era criança e já me emocionava com o Sport. Divina também foi a emoção quando percebi que aquela “pedrada” de Marco Antônio balançava as redes do Guarani. Eu era adolescente. Cenas marcantes que me guiaram e fizeram conviver neste gramado e vestiários por longos anos na década de 80 como atleta do clube.

Percebi dentro de campo uma torcida diferenciada: em jogo, treino ou fazendo o que chamavam, na época, preliminar. Sei o que é subir aqueles degraus do túnel e ver um estádio te esperando, vibrando, incentivando e muitas vezes “entrando em campo e chutando a bola contigo”. Fiz gols e beijei o escudo com o carinho, ou melhor, com amor. Fui campeão algumas vezes, chorei e vibrei. É indescritível! É mágico! Pode acreditar!

Diante disso, constatei e entendi o porque de tantos nomes que passaram pela Ilha e se emocionaram ao lembrar os tempos em que vestiram esse manto em suas épocas. São momentos atemporais, de fato. Mas nada disso me fez ser melhor ou ser o maior apaixonado pelo Sport. Não, não me perguntem o que eu não sei, não sigam as pegadas que eu deixei, nem me indaguem a quem perguntar, diria um escritor famoso sobre entender perguntas e respostas sobre esse exército de mais de 4 milhões de apaixonados torcedores.

Nas alegrias e nas tristezas, apoie, compartilhe, curta ou retweet. O Sport é muito maior do que uma divisão a ser jogada. Perceba que nunca comemoramos a manutenção delas… e sim títulos.

Quer mais? Esqueça que somos o maior campeão estadual, que conquistamos o Brasil por três vezes, que temos o maior patrimônio olímpico dentro da Ilha. Somos paixão! Amor! Glória!
Vivemos e respiramos, acima de tudo, uma filosofia de vida, diferenciada, que transcende o futebol e a prática do esporte.

Ah, meu Sport, que boas energias te guiem, que teus “soldados” lembrem tudo isso e muito mais, visto que não caberia neste texto. Pratiquem Sport: reflitam, debatam, compartilhem, retweetem, curtam e digam para ele: Sport, eu preciso dizer que te amo!

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport e blogueiro do Globoesporte.com

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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