Faltou atacante: Sport poderia sair com a vitória diante do Fluminense

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Por Alessandro Matias

Um zero a zero com gosto de um ponto vencido fora de casa. Foi essa a imagem que Fluminense x Sport deixaram ontem, ao final do jogo, para a torcida pernambucana.

É certo que também que ficou uma percepção ainda maior de que Joelinton, mesmo estando em uma crescente no seu futebol, fez falta no ataque do leão. Uma peça como ele, que sabe fazer um pivô com qualidade, cairia como uma luva nos poucos ataques que o Sport proporcionou.

Aliás, não somente Joelinton fez falta. Ao final do jogo, era visível que o time precisou de um ataque e não teve. Nitidamente o técnico Eduardo Baptista postou a sua equipe para pontuar: um ou três pontos. Sem desespero e como deve ser. O campeonato é de tiro longo e não caberia, no confronto de ontem, o desespero. Não teria cabimento uma postura assim.

E foi certa a programação. Apesar do Fluminense demonstrar que ainda tem que caminhar muito para ser um time forte nesse brasileiro, o rubro-negro pernambucano sabia das suas limitações no setor de ataque e somente foi (poucas vezes) “na boa”. E por pouco não foi feliz.

O goleiro Danilo Fernandes foi bem e, mais uma vez, salvou o clube em duas defesas milagrosas. A torcida do Sport já começa a pedir a canonização de “São Danilo Fernandes I”. Pelos dois milagres, bem que poderia ser “São Danilo Fernandes II”, não?

Brincadeiras deixadas de lado, quero destacar dois nomes: Rithely e Wendell. Rithely, mais uma vez foi um grande destaque. Vem evoluindo e mostrando que os anos só estão fazendo bem para o volante. Outro atleta que merece elogios é o Wendel. De “pato feio” e criticado pela renovação, juntamente com o técnico, tem deixado a sua marca. É o atleta que tem trabalhado no silêncio e somente aparece para alguns olhos mais atentos.

O Sport tem tudo para fixar, no momento, a sua posição nas quatro primeiras colocações. Encara o Joinville e, em seguida, o Vasco em seus domínios. São dois jogos para pontuar e aproveitar a fase ruim dos dois próximos adversários.

Contudo, engana-se quem acha que vem chumbo mole por aí: Joinville e Vasco merecem o respeito do time e, principalmente, da torcida.

Ah! A torcida? É um assunto para outro capítulo.

 

Contratações

Não pode, mais do que nunca, o clube deixar de contratar bons nomes para o ataque. Também não pode fazer qualquer negociação. Tudo bem que o Brocador ainda vai fazer o seu primeiro jogo. Entretanto, contratar para compor o elenco é um tiro no pé no curto e médio prazo. Sem falar que os problemas na FIFA deixam uma interrogação sobre o primeiro jogo do Brocador com a camisa do Sport.

Se quer manter o ritmo e a qualidade da campanha, é preciso olho clínico nesse momento.

 

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport e blogueiro do Globoesporte.com

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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