André não queria ficar

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Por Alessandro Matias

Enquanto André está treinando, separado do grupo, o Atlético MG ganha o seu primeiro título no ano, nos Estados Unidos. E assim vai ser se depender dos dois lados. André não quer ficar em Minas Gerais e o time não quer perder mais dinheiro do que investiu.

Grandes clubes já se posicionaram com interesse no atleta. Contudo, uma premissa é regra para as propostas: ninguém quer bancar o valor que o galo quer pelo jogador. E tudo isso tem razão, ninguém quer bancar uma situação que em poucos meses será de graça.

Por aqui, até a torcida se organizou na ideia de juntar dinheiro para ajudar o Sport na compra dos direitos do atacante. Um sonho em dois caminhos negativos: o primeiro, é que o jogador vale muito e a torcida não teria condições de juntar o valor, ou parte dele. O segundo,  é a certeza de que André também não queria ficar na Ilha por causa de seu projeto com seleção brasileira.

Nos bastidores dessa história ficou ressaltado que o rubro-negro pernambucano chegou a dizer para ele que negociaria salários e a estrutura para o dia do “fico”. Por outro, o atleta agradeceu e foi franco: “gostei do clube, da torcida, da cidade, e de toda a estrutura que o Sport tem. Mas, tenho projeto de ir para a seleção e aqui em Pernambuco o caminho ficaria mais distante.”

É entender o lado do jogador e constatar que jogar no Nordeste ainda é uma grande barreira para vestir a camisa amarela. Mesmo que demostre capacidade. É o Brasil da CBF.

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado

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