Bandeira erra e Santos consegue empatar com o Sport na Ilha

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Por Alessandro Matias

Mais um empate para o histórico do Leão, em pleno Brasileirão 2015. Mais um empate com gosto de vitória para o adversário. E o pior, dentro da jaula leonina.

Sport e Santos fizeram um jogo que podemos dizer que foi um tanto quanto equilibrado. O Sport, na primeira etapa, vinha fazendo uma partida com as características de um mandante: mandando no jogo e sabendo chegar com rapidez ao ataque do adversário. O problema era o detalhe do último toque, o deslocamento aqui ou ali de um atleta e a falta de antecipação de algumas bolas do Atacante André. Parecia que o jogador estava fora do ar por alguns instantes.

Como um castigo, o Sport sofreu o gol do time de Pelé. E não merecia tanta injustiça. Mais uma vez a arbitragem (auxiliar) beneficia um time do eixo Rio/São Paulo contra o Leão do Nordeste. O lance chega a ser tão bizarro que foi alvo de várias brincadeiras na internet.

Com o gol, o Leão acordou um pouco mais e, em uma bola bem colocada por Marlone, André consegue, com calma, empatar a partida e tranquilizar boa parte da torcida que já estava entrando em “stress profundo”.

Se o Eduardo Baptista acertou na entrada de Régis, ainda no primeiro tempo, por outro lado, com a entrada de Samuel, deu uma vacilada. E nesse tom, e esperando somente o “mote”, a torcida chiou.

Muitos, inclusive eu, esperavam a entrada do Samuel Xavier e o deslocamento de Ferrugem para compor no lugar de Maikon Leite. Este, mesmo no auge da sua forma física, ainda no Brasileirão 2015, sempre se entregava por cansaço na segunda metade das partidas.

Lesão muscular é como problema no joelho. Além de perder a forma física e, principalmente, muscular, o atleta perde também aquela confiança no corpo e fica, em algumas partidas, com receio de uma nova lesão. Normal.

Um trabalho a mais para Eduardo Baptista é conversar com o Wendel. Foi substituído e, nitidamente, não gostou do que aconteceu. Não soube respeitar o momento que o time passava e não entendeu que a sua saída foi desenhada por causa de uma necessidade vital na partida. Necessidade essa que, com a sua saída, deu certo. O Sport empatou.

É preciso o atleta entender que a sua escalação não é cativa, e até hoje o seu nome não foi unanimidade dentro do espaço físico da Ilha do Retiro. Foi irritante e constrangedor ver o atleta sair de campo andando e gesticulando como se todos no estádio concordassem com aquela atitude. Uma nítida falta de respeito (cabeça quente) com o comandante, time, torcida e colega que iria substituí-lo.

O detalhe é que se não fosse Eduardo Baptista, Wendel estaria bem longe da Avenida Sport Club do Recife. Cabeça quente no momento é perdoável. Afinal, tudo isso é vontade de jogar e acertar. Isso não é pecado.

Agora o Sport tem, novamente, um jogo fora de seus domínios e contra um adversário (Goiás, em Goiânia) que é considerado, geralmente, como um oponente daquele campeonato à parte.

O fardo só aumentou na busca pela vitória fora de casa. “Marvin, agora é só você…”

Ou melhor, Sport, agora é com você…

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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