Empate com gosto de vitória

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Por Zé Henrique

Pode-se dizer, sim, que o empate teve gosto de vitória. Com um futebol de série C, o time do Sport, composto em sua maioria por reservas e jogadores da base recém-promovidos, foi muito, mas muito abaixo do mínimo esperado para um time profissional.

Gabriel Xavier ainda sente a falta de ritmo e entrosamento, mas abriu alguns espaços na defesa do River e deixou Everton Felipe com mais espaço para jogar. O camisa 97 foi um dos poucos a se destacar no time; não apenas por ter feito os dois gols do time rubro-negro, mas por ser uma rara peça lúcida na equipe.

Pode-se destacar também a regularidade de Ronaldo, que tem se esforçado para ser um jogador polivalente. Sem vez de jogar na sua posição, o camisa 29 tem aproveitado bem o espaço deixado por Samuel Xavier. Marca bem na defesa da lateral e tem subido de forma contundente e criando oportunidades.

Rithely é o que há de melhor no nosso meio campo. O camisa 21 é o equilíbrio e a cabeça pensante na transição da bola que sai da defesa para o ataque, todavia, enquanto estiver sozinho não renderá o que pode. Serginho é um jogador que faz o básico, mas isso é muito pouco e Luiz Antônio não acerta um passe de 2 metros. Impossível entender como Falcão deixa Neto Moura e Ronaldo como banco para dois jogadores tão fracos.

Dentre os jogadores que entraram ontem como titulares, Juninho e Fábio correram muito, se movimentaram, todavia pouco produziram. São peças para serem trabalhadas com cuidado, pois demonstram ter qualidade para em breve entrarem nos 11 titulares. Não se pode falar o mesmo de Christiano e Luiz Gustavo.

O primeiro é uma hecatombe de ruindade. Não acerta a marcação (o “dribe” que ele levou no primeiro gol, nem eu com 100kg levo), nem o apoio, nem composição. Ele não fez o básico do básico; porque por mais que tenha sido seu primeiro jogo entrando de frente no ano, pode-se demonstrar que sabe o que está fazendo dentro das quatro linhas, não obstante, o camisa 66 (bem que poderia ser 666) é uma catástrofe tamanha que não é possível encontrar uma única razão lógica para sua contratação.

Luiz Gustavo foi o Matheus Ferraz da noite e entregou o segundo gol de bandeja para o time Piauiense. Para um jogador desconhecido mostrou-se seguro no começo de jogo na saída de bola, mas foi caindo à medida que o tempo passava e não se pode dizer, infelizmente que foi bem. Ao contrário do lateral esquerdo, pode-se ver em Luiz Gustavo a possibilidade de ser uma peça de reposição, pois ao menos o básico ele mostra saber.

Henriquez Bocanegra, enfim, pôde mostrar seu futebol. Regular e nada mais para a primeira apresentação. Afobado em muitos momentos, ele parecia agoniado em se livrar da bola e a redonda parecia queimar no seu pé. Quando conseguia manter a frequência cardíaca no nível normal, fez algumas subidas, uns lançamentos interessantes e cobriu bem a lateral direita quando Ronaldo ia ao apoio. Dos três estreantes da zaga, foi o que menos errou e mais mostrou desenvoltura; talvez jogando com o time titular mais entrosado possa mostrar mais qualidade do que Matheus Ferraz, que cada dia mostra que precisa ir para o banco.

Magrão, coitado, de ídolo e titular absoluto a goleiro de time reserva que tem Luiz Gustavo e Christiano na defesa. Não teve culpa nos gols, mas quando era titular salvou o Sport em lances iguais diversas vezes. Torço para o ídolo retomar a posição de titular e encerrar a carreira com a devida pompa e nível que nosso camisa 1 merece.

O empate valeu a liderança do grupo e domingo é dia de dedetizar a Ilha com veneno de rato. Que venha o Náutico!

Zé Henrique* é colunista do site parceiro Canelada F.C.

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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