Falta de competência no ataque e juiz foram determinantes no empate amargo do leão

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Por Alessandro Matias

Um domingo amargo para muitos torcedores do “Papai da Cidade”, como é chamado o Sport Recife em Pernambuco. Não foi dessa vez que o clube conquistou a sua primeira vitória, fora de casa, no Brasileirão 2015. E o empate aconteceu com sabor de derrota. Afinal, ninguém merece levar um gol no último lance do jogo.

O leão fez um primeiro tempo espetacular, dominador e mantendo o rubro-negro paranaense, mesmo dentro de casa, sem ação. Até comentava que ao Sport bastaria manter a movimentação e não colocar as costas na parede: o que vem sendo uma constante do time em vários jogos.

Ouvi muitos comentários sobre as substituições realizadas pelo técnico rubro-negro: em resumo, chamando o Eduardo Baptista de covarde e de não ter vontade de vencer.

No momento que escuto a coletiva (ao final do jogo) e o comandante explica que foram substituições realizadas por cansaço dos atletas, quem sou eu para dizer que ele errou ou faltou com a tão falada vontade de vencer que alguns ditam como verdade? É entender que esses críticos são torcedores apaixonados pelo clube e não visam, com exatidão, em certos momentos, o contexto geral de uma partida. Estamos falando de um dos melhores técnicos do Campeonato Brasileiro 2015. E isso não sou eu quem está dizendo: é a imprensa de todo o país. E quando alguém se destaca fora do eixo Rio / São Paulo, tem que respeitar. Estou chovendo no molhado, não? É só olhar os números do Eduardo.

Alguns fatores colaboraram para o empate com gosto de derrota na partida de hoje contra o Atlético PR. No primeiro, cito e lembro que esse problema de o time recuar após fazer um gol, na casa do adversário, é um problema geral. Esse problema já vinha persistindo e continuará por um bom tempo no elenco do Sport e em vários clubes do atual campeonato: basta dar uma geral em alguns, ou melhor, em vários jogos de 2015.

É bom destacar que não é uma questão de um técnico “A” ou “B” solicitar que o time recue. É intrínseco de jogadores brasileiros e já faz parte da cultura. É automática a reação. Claro que há casos em que os “professores” pedem. No geral, e para exemplificar, não vem sendo culpa dos comandantes.

No segundo, Marlone e DS87 perderam gols absurdos e cara a cara com o goleiro adversário. Não se pode perder gols dessa forma na atual situação em que o clube passa. Se tem objetivos maiores, tem que fazer. Alguém duvida de que Diego Souza determinaria o resultado final da partida se colocasse a bola nas redes alguns instantes antes do escanteio final?

No terceiro, e determinante, exemplo de hoje, foi o senhor juiz o culpado do empate. Concedeu vários minutos a mais no jogo, sem tanta necessidade, e, para piorar, deixou o fatídico escanteio e último lance do jogo ser batido. O problema é que o relógio já ultrapassava o absurdo de tempo que ele achou por bem colocar.

O arbitro poderia ter evitado a batida do escanteio e levar para casa essa imagem negativa do jogo. Digo: do resultado final. Juiz que chama mais atenção em uma partida do que os próprios jogadores é um grande problema. E dessa forma, ele foi o diferencial.

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport e blogueiro do Globoesporte.com

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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