O Fantástico mundo de Falcão

Por Zé Henrique

Falcão disse na coletiva que em uma competição de 20 clubes, o Sport ficou entre os quatro melhores. Já não basta ser engolido e humilhado pelo Campinense, me vem este senhor, que tudo é menos técnico de futebol, querer me fazer acreditar em algum tipo de consolação por ter chegado na semifinal? Ele é uma piada, isso sim.

O Sport tinha a obrigação moral e técnica de chegar à final, assim como o Bahia, mas em momento algum mostramos, minimamente que fosse, isto ser possível. Não fosse Durval virar centroavante nem a “vantagem” do empate teríamos. Quatro meses se passaram e as indicações de Falcão mostram que trouxe um bando de inúteis para a Ilha do Retiro, ou para sua Ilha da Fantasia, pois nada abala a confiança do comentarista, que mais sabe reclamar do calendário do que das pífias atuações do seu time.

A omissa diretoria, mais uma vez, banca um técnico que não tem o tamanho nem a qualidade de estar no banco do Sport Club do Recife. Todo o dinheiro gasto com Falcão e praticamente toda a sua comissão (exceção para Paulo Paixão) é dinheiro jogado no ralo. Pelo ralo vai-se também o tamanho do Sport quando o cara que está no banco( me recuso a chama-lo de técnico) entra para jogar com um time de terceira divisão, cuja folha não paga nem metade do salário do seu principal jogador, sem NENHUM centroavante e com a bunda na parede não merece respeito.

Pior é ver que lhe falta a auto análise. Para ele, as derrotas são pontuais e o time não mereceu  a desclassificação, por conta do desempenho de Gledson na primeira partida. Ora, ele não viu que o time vive na base do chutão, que não consegue trocar três passes, que ele errou feio em jogar Mark para a direita e que o time foi incompetente em fazer gols? Gledson teve seus méritos, mas basta olhar quantos dos chutes foram em cima ou perto do arqueiro.

No Fantástico mundo de Falcão, o time está bem. Neste universo paralelo temos sofrido com o azar, com o destino cruel, pois tem-se uma equipe bem postada e com muita qualidade. Na aura da realeza romana não paira a dura realidade que temos um time acomodado, sem vontade, disperso, desmotivado, apesar de tudo o que o clube oferece e, mais importante, representa.

A direção do Sport tem muitos méritos, mas nessa questão tá muito errada e vai dar uma bela afundada no que se se construiu de bom em 2015, aliás vem se construindo desde 2014, com essa “filosofia”. Sou a favor de um treinador em longo prazo e durante muito tempo defendi Eduardo Baptista, mas Falcão não demonstra nenhum sinal de que pode mudar o cenário, de que entende algo de comandar um time da grandeza do Sport e que tenha consciência das limitações.

Por um Sport mais forte, por um time entrosado, por um futebol com menos chutões, por um técnico de verdade, por um Sport campeão… EU VOTO SIM!

FORA FALCÃO!
PELO SPORT TUDO!

Zé Henrique* é colunista do site parceiro Canelada F.C.

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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