“O Leão” dos últimos jogos e um técnico que, sem tempo, já colocou o seu olhar

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Por Alessandro Matias

Acredito que nenhum torcedor, que estava ontem na Ilha do Retiro, ou em casa, acreditava em uma mudança radical na postura do time rubro-negro apenas com a vontade e a novidade de um novo técnico. A explicação é simples: esse time já deu o que tinha que render em 2015.

Não busque ou não espere muito mais do que foi visto ontem e nos últimos jogos do Leão. É um grupo reduzido e, para piorar a situação, está sem poder de reação ao ponto de alcançar muito mais do que apenas a sua permanência na primeira divisão.

Em se tratando de SULA, pode até acontecer algo de bom lá pelas bandas da Argentina. Afinal, é uma disputa ao estilo de Copa do Brasil e sabemos que esse tipo de disputa é, no momento, o único que favorece aos clubes com características similares ao do rubro-negro.

Ontem o time, mais uma vez, fez o que todos esperavam: pouco. A zaga vem jogando na luz de Matheus Ferraz (quando não faz alguma bobeira). Durval, infelizmente, vem jogando com o nome e não é, nem de perto, o atleta que o consagrou ao longo dos anos. Claro que a ideia da “idade chegar” é um grande detalhe. Contudo, caiu muito de rendimento.

Nas laterais, temos dois atletas “produzindo” que somados não chegam, no atual momento, em um. Renê, ontem pouco produziu. Ficou apagado e não me lembro de bolas cruzadas com qualidade da linha da linha de fundo (e olhe que estou me esforçando). Ferrugem, jogou na sua chegada em alguns jogos e pegou logo o clima do grupo.

Falcão chegou e já deu um sinal do que está observando: encontrou uma posição para Marlone. Por outro lado, e no mesmo sentido, o jogador foi uma peça única no meio de tantos outros. DS87 continua na sua falta de pegada e não aguenta os 90 minutos. É incrível que o jogador não suporte o ofício mínimo de um atleta profissional em uma partida. E olhe que não estamos tratando de um jogador que fez milagres e que correu o tempo total com direito aos elogios.

O Sport tem um time lento no seu meio de campo e que não fornece bolas com qualidade ao ataque. André e o Brocador tem sofrido muito com essa falta de qualidade dos companheiros. E artilheiro não faz milagre se a bola não chegar.

O trabalho Falcão requer tempo e paciência. O pior é que somente vai aparecer (se é que vai ter tempo) em 2016.

A torcida vai aguardar?

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