O Leão expiatório

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Por Henrique Santos

É bem verdade que o treinador Eduardo Baptista tem uma boa parcela de culpa no rendimento do Sport no Campeonato Brasileiro, porém também há outros fatores, com ou sem culpado. Explico.

O que chamo de monótono sistema tático em que o Sport vem jogando, não importando as peças, foi novidade no início do campeonato. Com o passar das rodadas, o Sport passou a ser referência e ser estudado. Era necessário uma carta na manga, mas parece que o time está engessado numa única forma de jogar. Papo manjado e que todo mundo sabe.

O que trago aqui é que apesar de merecer algumas críticas, e eu faço parte desse universo de críticos, nem toda a culpa deve recair sobre o treinador rubro-negro. Observem que jogadores como Maikon Leite, André e Marlone quando entraram no time acrescentaram muito em qualidade. A coincidência ruim é que os 3, por um ou outro fator, caíram de rendimento. Com isso, até a defesa passou a sofrer mais.

Atenuo a situação de Marlone por entender que o atleta está jogando fora de sua posição, assim como Régis quando entra (vez em quando) fora de posição. É um conjunto de fatores, onde cada peça influencia outra, sistema tático influencia no baixo rendimento, e queda técnica influencia na queda do sistema.

O que é preciso fazer?

Tirar a pressão dos atletas, é o primeiro passo. O segundo é ter variações táticas bem treinadas, como André e Hernane juntos; Marlone no meio num 4-4-2 tradicional; Diego Souza mais recuado e Régis junto com Marlone no meio; enfim, infinidades que nosso elenco de alto investimento pode proporcionar.

Uma coisa é certa: há atletas que já deram seu máximo e não retornam, então é hora de dar chances a outros que pouco atuaram mas já mostraram serviço, como Neto e Régis, quando atuaram em suas posições de origem.

Henrique Santos mora em Brasília-DF e integra as equipes da Leões do Cerrado e do Podcast Rápidas no Eu Pratico Sport.

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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