O líder do Brasileirão 2015 precisa de reforços para não ter que lutar contra o rebaixamento

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Por Alessandro Matias

E o Sport começou bem a sua participação no Brasileirão. Venceu o Figueirense, ontem, na Ilha do Retiro e é, até então, o líder do Campeonato. A goleada representou mais do que isso: o time venceu um de seus concorrentes diretos no campeonato paralelo que vai enfrentar. O problema é não deixar essa imagem de liderança ultrapassar os limites do bom senso dos seus dirigentes e de boa parte da torcida imediatista.

Para o torcedor, foi o ápice do ano. Dizer e ver, em todos os jornais do Brasil, que o seu time está na liderança da elite nacional foi e vai ser, até a próxima rodada, uma situação de “resposta” dos mais ingênuos torcedores rubro-negros aos quatro cantos do mundo. Principalmente para os amigos rivais de Pernambuco.

Para comentar o jogo de ontem é preciso ver alguns passos atrás. Não acho que o clube fez feio na Copa do Nordeste. O Sport foi eliminado pelo Bahia em uma fase próxima da final do Nordestão. A bronca aconteceu em alguns erros pontuais (principalmente do comandante) e o time perdeu a vaga para a final. Consequência? Uma carga enorme de responsabilidade e obrigação de vencer no certame pernambucano.

No Campeonato Pernambucano, já alertávamos que seria muito diferente a fase do “mata a mata”, e que não adiantaria muito a enorme diferença de pontos, para o segundo colocado, se o time não tivesse tranquilidade e maturidade para administrar os momentos. E foi isso que faltou, juntamente com algumas peças que sentiram a pressão e se enterraram com a falta de qualidade técnica. Então, tudo aquilo que seria suficiente, no primeiro semestre, caiu por terra com a falta do, tão famoso, conjunto da obra.

O grande perigo, dessa resenha de ser o primeiro colocado na tabela, é que esse fato contamine os objetivos e o planejamento de mudança que estavam pairando nos bastidores da Ilha. É bom lembrar que isso é comum no histórico de dirigentes da Ilha do Retiro. Em passados não tão distantes pode-se constatar. A história confirma esse infeliz retrospecto de participações e rebaixamentos no grupo de elite.

Quanto ao time, a imagem que passou ainda continua a mesma: ruim. Jogando contra um time reserva fez primeiro tempo nulo e com a mesma incompetência de sempre para finalizar as bolas produzidas ao gol. Se o Brocador, que estava nas cadeiras cativas do estádio, fizer 10% do que sabe e do que foi desperdiçado ontem, o Sport pode ainda pensar em uma tranquilidade até o final da temporada. E não foram poucas no primeiro tempo.

O time melhorou na segunda etapa, simplesmente, com algumas peças que deram velocidade ao meio de campo e impuseram um tom diferente, jamais visto nos últimos “episódios”. Será que os meias estão começando uma nova fase? Não sei. A oscilação também é uma “qualidade” desses jogadores.

Algumas situações ficaram mais do que evidentes no jogo de ontem: Joelinton precisa se poupado, Renê precisa de sombra, Mike não vai ser útil nem como reserva, DS87 precisa de liberdade, Samuel precisa acertar a pontaria e ter a calma que teve o zagueiro Matheus Ferraz para fazer o primeiro gol.

O líder do Brasileirão 2015 precisa de reforços para não ter que lutar contra o rebaixamento.

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport e blogueiro do Globoesporte.com

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

 

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