O que mudou no Sport?

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Por Sérgio Santana

Em um início acima das expectativas da maioria da torcida rubro-negra, o Sport fez dois bons jogos na largada do Brasileirão e ganhou bem do Santos na primeira partida da 3.ª Fase da Copa do Brasil, mesmo sem alguns de seus principais jogadores – Diego Souza entre eles.

Considerando os jogos contra o Flamengo e o Santos – já que o Figueirense estava com seu time reserva – podemos verificar alguns momentos de um futebol que, se não primoroso, serve para nos deixar na primeira divisão – meta principal do ano.

E é ainda mais intrigante pois é o mesmo time que perdeu para o Coruripe, Sampaio Correia, Fortaleza e Bahia, na Copa do Nordeste; do Salgueiro e do Central, no Pernambucano e ainda da Chapecoense no jogo de ida da 2ª Fase da Copa do Brasil. À exceção do jogo contra o Bahia na Fonte Nova, foram derrotas em jogos bisonhos. Lembro apenas para registrar que era a mesma equipe que hoje nos dá esperança de um Brasileirão sem grandes sustos.

O que mudou?

É certo que uma das principais cobranças da torcida é quanto à atitude da equipe. A principal característica dos times que construíram a grandeza do futebol do Sport é a raça. Mais do que a técnica ou a disciplina tática, é jogar com raça que satisfaz o torcedor rubro-negro. É claro que para isso precisamos de bons jogadores e de uma boa comissão técnica. Diego Souza é o nosso melhor jogador, e é visível a diferença em seu futebol quando ele assume a responsabilidade do jogo.

Nestes jogos nacionais nota-se uma equipe com mais atitude e empenho, é verdade. Não dá para comparar o estímulo de jogar no Maracanã ou contra Robinho e, ainda, sob os olhares de milhões de expectadores. Mas vendo as limitações do time e o nível das demais equipes da 1ª divisão dá uma frustação em ver que se o Sport estivesse um pouco– não muito – melhor poderíamos ir mais longe no Campeonato Brasileiro. Com os reforços que estão chegando –Hernane e Maikon Leite – poderemos atingir os 46 pontos com certa antecedência e, depois, buscar o que for possível. A partida contra o Coritiba domingo é a chance de pontuar bem e quem sabe novamente liderar o brasileirão.

O início animador não pode mascarar as várias falhas da equipe, mas serve de incentivo para que o Sport faça um bom campeonato e se consolide na Série A. É preciso contudo trabalhar sério e corrigir erros individuais e coletivos, pois o limite entre a tranquilidade e o sofrimento, num campeonato tão longo e nivelado, é tênue.

Sérgio Santana é natural de Recife e reside em Brasília/DF

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

This article has 2 Comments

  1. Sérgio,
    Muito boa a análise. Mas, mesmo assim, ainda vemos um Kaká da vida jogando sério um campeonato americano, um Seedorf vindo pro Brasil e sendo “o” craque do campeonato. Profissionalismo pode ser cobrado de qualquer profissional, principalmente quando se está cumprindo tudo o que foi prometido a ele.

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