O Sport não precisa de jogadores reservas

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Por Alessandro Matias

Ontem todos nós aguardávamos o discurso final sobre a renovação, ou não, do volante Willian. O atleta até que, quando jogou, não deixou por menos. Simplesmente jogou. Fez o seu papel.

Contra ele, entre tantos argumentos, está o histórico de apenas 10 partidas em um ano de contrato. Saiu caro para os cofres do clube.

Digo logo de cara: o Sport não precisa de reservas. É impressionante como ainda tem embutido na cabeça de alguns dirigentes e torcedores que um time tem que ser formado por “titulares e reservas”. Discordo totalmente. Explico.

Um time é formado por um elenco. Um elenco tem que ser composto por jogadores capazes e empolgados com as causas rubro-negras: profissionais comprometidos e que venham para jogar. No mínimo, disputar posição. Sabe quando entra um jogador que não deixa a peteca cair, e a torcida não sente que houve mudança no time? Sabe quando se tem um quadro de jogadores e o técnico tem dor de cabeça para montar? Aliás, dor de cabeça não seria a melhor forma de expressar. É alegria mesmo.

É por isso que defendo uma equipe maior e com mais experiência nas diretorias de futebol dos clubes. É essencial aliar a “juventude” com os mais “experientes”. Debater e ter a decisão bilateral é outro fator que faz a diferença. Nunca unilateral.

Fico imaginando o que o torcedor do Barcelona acha do seu elenco. É claro que estou fazendo uma analogia ao dizer que o Sport não precisa de reservas. É óbvio que no futebol, até hoje, só existem 11 vagas para o time de frente e o restante vai ser “reserva” em algum momento.

A resenha de dizer que o Sport não precisa de reservas se alimenta na mudança de raciocínio dos dirigentes. E isso tem que mudar urgentemente.

O diretor de futebol tem que contratar imaginando em como o jogador vai vestir a camisa titular e jogar. Literalmente jogar! Pensar, também, em qual posição vai ser a melhor para o atleta e ver, antecipadamente, ele fazendo gols, marcando ou servindo os companheiros. Vai depender da sua função.

O que não pode é contratar pensando que esse “reforço” vai ser reserva de fulano. É a tal da “maldita” contratação para compor elenco. Tem que pensar grande. Ou pelo menos se esforçar nesse momento (importante) para o clube.

Uma empresa que não contrata um funcionário para ser o melhor e dar o retorno para o seu empregador, dificilmente vai ter vida longa no mercado. Em consequência disso vai ser, apenas, mais uma. E olhe lá?!

Não adianta contratar para ser mais um no elenco. Aliás, adianta para times que não falam em ser campeões brasileiros ou sul americanos.

Assim, é mera utopia. E utopia, o torcedor sabe o que é e não compra a ideia.

Não dá para o torcedor fingir que torce. Fingir que contrata? Até que pode.

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport e blogueiro do Globoesporte.com

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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