O Sport tem que mudar o foco

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Por Alessandro Matias

Em uma noite em que nada aconteceu, e de futebol fraco, o Joinville empatou com o Sport. Poderia finalizar a resenha do jogo com essa frase e não teria mais o que falar, correto? Não.

Falar que o time não jogou e que algumas peças continuam sem produzir, seria repetir a conversa que vem se estendendo por muitos jogos no Brasileirão 2015. Os problemas são os mesmos: lentidão, falta de ritmo, lesões e outras tantas mazelas que acontecem no dia a dia de qualquer elenco de futebol. Eu falei elenco, percebeu?

É aí que mora o problema. O Sport chegou ao limite dos atletas que aí estão. É uma carga absurda de jogos de quarta a domingo. Isso não quer dizer que é somente no atual campeonato. O mesmo time (agora eu falei time) vem jogando desde o início do ano e isso é, sim, um dos problemas da queda de rendimento.

Para quem quer disputar campeonatos (para vencer) tem que contratar peças para repor com qualidade de titular. E isso o Sport não vem tendo desde o mês de janeiro.

Lembram de Nelsinho Batista? Ele, que é um ícone na história do clube, saiu pela falta de contratações e outros pedidos para estruturar o departamento de futebol. Ele pediu, e a diretoria da época resolveu culpar um atleta e colocar algumas “verdades” nos microfones do mundo. Verdades essas que foram desmentidas logo em seguida. Afinal, mentira tem pernas curtas, não?

Não vejam aqui um discurso para amenizar o lado do técnico ou qualquer que seja o personagem. Vejo Eduardo Baptista com erros e acertos. Ontem, seguindo a lógica de tantos comentários, colocou a mesma escalação e o Sport não produziu o que todos estavam esperando.

No caso de ontem é “simples” de ditar algumas falhas: Brocador e André não têm condições de escalação juntos e DS87 tem que ser melhor aproveitado em um pedaço do campo mais próximo do ataque.

A bronca é que o time não tem tempo de treino no caso do Brocador. O atleta teria que ter um esquema para aproveitar o seu potencial perto da área e outras oportunidades de gol. É o seu forte.

Diego Souza não vem correndo normalmente nos jogos como deveria. Culpa dele? Pode não ser. Possivelmente o amigo leitor deve ter percebido que, além de DS87, o time não vem jogando bem. É como se estivessem malhando forte em uma academia e em seguida fossem colocados para jogar os 90 minutos em campo. A percepção que se tem é que os atletas já entram em campo com um peso muscular enorme nas pernas.

Por outro lado, DS87 foi contratado como peso de ouro e com conotação de ídolo. Até hoje fez “pouco” para assinar a responsabilidade e o papel que foi solicitado. Contudo, ele não é o Maradona da Copa do México.

Tenho a cada jogo a certeza de que o clube tem que focar logo nos pontos que garantem a participação na elite de 2016 e correr para salvar o ano com a Copa Sul-Americana. Repito: não estou dizendo aqui que o clube vai “lutar” para não cair. Acredito que o Leão tem condições até para produzir mais. Entretanto, é o momento de ser inteligente. Com os pontos que faltam, não será difícil essa tarefa.

Fazendo os pontos que o garantam no ano que vem, o Sport poderá fazer uma escala de jogos, prioridades e com os atletas nas suas melhores condições. Olhem os times da Sula e percebam que não tem nenhum “bicho de sete cabeças”. É focar com inteligência e com as ferramentas que tem.

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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