Os dois times do Sport

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Por Sérgio Santana

É certo que a campanha é boa, estamos a 2 pontos do G4 e fomos a grande surpresa positiva no primeiro turno. Mas para quem acompanha os jogos do Sport – e os vários pontos perdidos por detalhes – sabe que poderíamos estar numa posição bem melhor.

Na verdade por incrível que pareça se jogássemos com a disposição e a ousadia dos jogos contra o Atlético e o Corinthians – justamente nossas duas derrotas – contra times considerados intermediários ou, se grandes, em má-fase, teríamos obtido pelo menos 6 pontos a mais. Mas o time que jogou contra o Cruzeiro, o Avai, a Chapecoense, a Ponte, o Atlético-PR, não foi o mesmo que jogou contra o Inter, o Galo, o Corinthians, o São Paulo, o Flamengo e mesmo contra o Palmeiras, onde empatamos em casa mas fizemos um a bela partida.

Não ignoro que com os times intermediários temos que tomar a iniciativa, e que o nosso time não tem a característica de ficar com a posse de bola. Mas é frustrante ver que somos melhores do que alguns adversários e simplesmente nos acomodamos com o decorrer da partida, sem guiar o jogo. Sim, fazemos 1 x 0 e recuamos excessivamente quando poderíamos liquidar o jogo e não sofrer com gols que nos tiram pontos.

Os desfalques também estão custando caro: Maikon Leite principalmente, e Élber que estava bem mas não voltou no mesmo nível, diminuiram nosso poder ofensivo. Mas mesmo assim temos, pela primeira vez, dois bons atacantes que estão fazendo gols: André e Hernane Brocador. E um meia como Diego Souza que, quando joga, faz a diferença.

O que será que acontece? Ouço de alguns amigos que já há uma certa soberba; de outros que é displicência de quem já acha que chegamos longe demais… Pode ser um pouco de tudo. Entendo que, considerando o nível do campeonato e o futebol que jogamos em algumas partidas, poderemos ir mais longe. Teremos um returno inteiro para nos consolidarmos como um dos times do G4. Mas pra isso é preciso que o time das grandes partidas entre mais em campo do que aquele que jogou com a Ponte…

Sérgio Santana é natural de Recife e reside em Brasília/DF

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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