Os números não mentem

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Por Ivo Mascena

Chegando perto do jogo contra o Vasco, a torcida rubro-negra está otimista em relação ao resultado. A vitória é muito importante. Primeiro, pelo Sport estar jogando em casa. Como já escrevi em outro post, perder ponto em casa não pode ser considerado um resultado normal para quem quer alguma coisa. Segundo, pelo momento que vive o adversário.

Se estivermos tratando de futebol, nos últimos anos passaram a acompanhá-lo a estatística e seu imão mais novo (pelo menos no que se trata do esporte bretão), o scout.

O termo scout para quem ainda não se deparou com ele é, no âmbito dos esportes, utilizado para indicar a coleta e análise dados referentes a situações de jogo, tais como lançamentos, desarmes, passes certos, distância percorrida por um jogador, assistências (termo importado do basquete) e por aí vai.

Pois bem, o Vasco tem uma campanha fraca neste início de brasileirão. Pior defesa, pior ataque, três míseros pontinhos vindos de empates e quatro derrotas. “Ai, Jisuis!” diria o portuga…

O Leão, todo pimpão, coleciona dados positivos: nenhuma derrota, dois vice-artilheiros do campeonato, invencibilidade como mandante há mais de seis meses, invencibilidade na Arena Pernambuco em brasileiros… Somando os jogos de 2014, são catorze jogos sem derrota no campeonato. Estamos com a “muléstia”!

Já que os números não mentem, precisamos concluir qual deles grita mais alto sua verdade. Por que digo isso? Vejam bem, meus dois queridos leitores, que pacientemente não desistiram do texto até aqui: em Recife  o Sport é freguês do Vasco… É freguês mesmo. Se fosse pra ser sócio do Vasco, seríamos sócios-remidos, Sócio Contribuinte Vermelho, ou algo que o valha. Foram várias lapadas. Aparentemente somos mais eficientes no Rio, onde obtivemos 4 de nossas 5 vitórias sobre o escrete cruz-maltino.Já o Vasco, que bateu o Sport 9 vezes tem 6 vitórias no Recife! Hummmm…

Outra estatística que vem se consolidando nos últimos anos está ligada a mania do Sport de levantar defuntos. Em algumas situações, a zumbilândia até gosta de pegar o Sport, independentemente do momento que viva, pois a partir dali, é capaz do time engrenar após uma vitória sobre o Leão, que magnânimo e caridoso, profere em voz grave e majestosa: levanta e anda!

Na briga dos números, prefiro me ater aos mais recentes. Não sei como uma pisa levada em 1993 vai influenciar Neto Moura, que nasceu em 1997. O mais importante, nisso tudo, é jogar todos os jogos como se fossem decisões. No último jogo com o Joinville, esse “já ganhou” quase nos custa dois pontos, porque os catarinenses dominaram o segundo tempo, principalmente depois que Marcelinho “Parafina” entrou. Joga sério, Leão, e traz mais três pontos pra gente!

Ivo é natural de Recife e reside em Brasília/DF

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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