Os sete pecados capitais

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Por Henrique Santos

Estamos a poucos dias da estreia na Série A 2015 e motivos para preocupações é o que não faltam ao torcedor rubro-negro. Não bastasse os fracassos na Copa do Nordeste e no Campeonato Pernambucano, o time continua apresentando um futebol abaixo da crítica.

Não é nosso perfil apontar um bode expiatório e jogar todos os pecados sobre ele e deixa-lo no deserto, contudo, relacionamos os 7 pecados capitais cometidos pela Diretoria e pelo treinador Eduardo Baptista que culminaram nessa situação desesperadora em que se encontra o Sport.

1 – Montagem do elenco: alguns atletas que renovaram contrato, alguns com valores bem acima do que o mercado pagaria, os quais não têm a qualidade necessária para fazer a diferença no elenco, frente aos jovens pratas da casa. Ou seja, em vez de renovar com alguns atletas, seria mais vantajoso dar esse espaço a jovens da base e investir um pouco mais em contratações pontuais de qualidade, e não por gratidão ou amizade.

2 – Demora em contratar: é rotina no Sport a lentidão nas contratações. A Diretoria prefere esperar o mercado quase fechar, e praticamente no mercado só estão disponíveis os jogadores de baixa qualidade técnica, o que reflete diretamente na qualidade do time.

3 – Mal aproveitamento da pré-temporada: de forma inédita tivemos em 2015 praticamente 1 mês completo para treinamentos, em janeiro. Como o elenco não estava completo e como o time ficou muito focado para a disputa da Taça Ariano Suassuna (deixo claro que sou favorável a essa partida amistosa), não houve uma preparação efetiva para as competições vindouras.

4 – Sistema tático monótono: taticamente, o Sport parece uma máquina de escrever com uma tecla apenas. Já são 29 partidas na temporada com pouquíssimas variações táticas, sem apresentar jogadas ensaiadas e nem um padrão de jogo, mesmo nesse esquema único.

5 – Falta de comando: parece que os jogadores não entendem mais o que Eduardo Baptista quer em cada partida. Em várias entrevistas, o treinador deixa nas entrelinhas que pediu uma coisa e o time fez outra em campo.

6 – Péssima leitura de jogo do treinador: jogadores fora de posição em que mais rendem, escalações erradas, proposta de jogo errada, substituições grotescas, são rotinas nos jogos. Chego a pensar que assistir ao jogo na beira do campo pode estar atrapalhando muito a leitura do jogo do treinador.

7 – Falta de atitude da Diretoria: o time está acomodado, isso é notório. O treinador vem errando, também é notório. Porém, antes de chegar numa situação de desgaste quase irreversível, a Diretoria deveria ter feito as devidas cobranças internamente. E não precisamos estar dentro do clube para saber que não houve a efetiva cobrança, pois nem é perfil das pessoas que comandam o futebol, e não se vê nenhum empenho da comissão técnica e dos atletas reverter os motivos das possíveis cobranças. Acredito que a Diretoria de futebol ainda está iludida, na melhor das hipóteses, com a equipe que montaram. Espero que não acordem tarde demais, como ocorreu em 2012, só para citar o exemplo mais recente.

Henrique Santos mora em Brasília-DF, torce pelo Sport e integra a equipe da Leões do Cerrado e do Podcast Rápidas no Eu Pratico Sport

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

This article has 1 Comment

  1. Sim, concordo que em 2012 o time rebaixado era bem superior, inclusive foi um dos 8 melhores no returno. O problema foi exatamente o mesmo de agora: iniciar o campeonato sem time e sem técnico.

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