Primeiro semestre perdido

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Por Henrique Santos

Não é novidade a insatisfação de boa parte da torcida com o trabalho que vinha sendo realizado na Ilha do Retiro. Desde a formação do elenco, a composição da Diretoria de futebol, até a comissão técnica.

Iniciamos 2015 com uma boa base do elenco de 2014. Obviamente não vou afirmar que aquele ano foi fracassado, pois conquistamos 2 títulos e uma honrosa colocação na Série A. Porém, uma gestão de futebol por competências observaria os fracassos de 2014, e não somente os sucessos, para encobrir os erros cometidos no passado.

Exemplo disso foram as renovações de alguns atletas que notoriamente não deveriam ter continuado. Os amigos me reservem o direito de dar nomes, pois não quero culpar os atletas pelo fracasso atual.

Virando a página, iniciamos 2015 com um bom papo otimista, de quem passou o “aperto de primeiro ano na Série A” (afirmação essa que acho abominável), e que agora, com uma base montada, eram necessários apenas reforços pontuais. De fato, os reforços necessários eram pontuais, porém esses reforços na realidade foram apenas enchimento de elenco, jogadores que em sua maioria não acrescentaram nada em qualidade, pelo contrário, em alguns casos são inferiores aos que foram dispensados.

Formação errada do elenco, esse foi apenas o primeiro erro da Diretoria e de Eduardo Baptista. Afirmo sem medo de errar que este é o pior elenco de atacantes que já vi no Sport. Mas não esqueçamos que tudo foi avalizado pelo treinador. Sorte nossa se este tivesse sido um erro pontual no coando do time. Além do fraco elenco, a equipe não possui variação tática, não apresenta jogadas ensaiadas e as escalações e substituições, ao longo do ano, parecem totalmente sem critérios e sem nexo.

As desclassificações na Copa do Nordeste e no Campeonato Pernambucano não foram um acaso do destino, ou acidentes de percurso. Foram frutos de erros grotescos na leitura de jogo do treinador. Uma parte do time em campo estava ruim, o treinador deve cirurgicamente, e treinado com antecedência, proceder a mudança necessária para corrigir aquele determinado problema. O que vimos contra o Bahia e contra o Salgueiro foi o time ser totalmente aniquilado após as substituições, hora tirando peças erradas, hora entrando peças erradas, e na maioria ambos.

O Presidente Martorelli precisa abrir os olhos. O ano ainda não acabou, mas estamos a poucos dias da estreia na Série A. Não vislumbro nada além de que os insucessos continuem se nada for feito. Precisamos de Diretores e comissão técnica experientes. 2014 ficou no passado, estamos diante de outro cenário e precisamos reagir enquanto é tempo.

Henrique Santos mora em Brasília-DF, integra a equipe da Leões do Cerrado e o Rápidas no Eu Pratico Sport

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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