Produtos licenciados: torcida rubro-negra vira “advogada” de 1987 e “fiscal” do Sport

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Por Alessandro Matias

Não é de hoje que o Sport é vítima quando se trata de certos assuntos: título de 1987, escudo oficial e cores do clube. Em alguns momentos, por pura incompetência de reproduzir. Em outros (não poucos), por pura falta de cumprimento de normas e regras judiciais.

É o tão falado “Brasil”. Lugar esse que, com todo o respeito e amor que temos, não respeita decisões judiciais impostas pela Suprema Corte do pais. E casa que “não tem dono” o vizinho sempre aparece para “fazer visitas”.

Com o perdão do comparativo do parágrafo anterior, vínhamos acompanhando e somente agora resolvemos divulgar a atitude de um abnegado sócio do clube que tem feito de tudo para que honrem as cores e tradições do Sport Club do Recife. No momento, ele pediu para que o seu nome não fosse tocado, pois o que ele quer mesmo é que a sua paixão pelo Leão é que seja de fato exercida e respeitada por todos.

No primeiro caso, temos a marca Predileta, de extrato de tomate, que coloca em sua embalagem uma informação errada no âmbito do futebol e do ordenamento jurídico do país: “FLA HEXA” – 80/82/83/87/92/09. Não poderia ser diferente: o torcedor entrou em contato para que a empresa corrigisse o erro (com o direito de sócio patrimonial e conselheiro do Sport), sob pena de a empresa arcar com as devidas responsabilidades pelo profundo prejuízo para a imagem e para os cofres do clube.

A resposta da empresa foi imediata e por e-mail: “vamos responder assim que tivermos o retorno do departamento de marketing da empresa”.

É bom destacar que já tem algum tempo e até agora nada foi feito para se desculpar com o pernambucano e verdadeiro Campeão Brasileiro de 1987. E, ao que sabemos, o produto continua sendo vendido nos melhores supermercados do país e, pasmem, do Recife.

No segundo caso, tivemos uma marca que trocou as cores do Sport. O que era para ser uma simples chupeta para crianças rubro-negras e, por consequência, um produto nas cores vermelha e preta, virou um “samba do crioulo doido”: usaram as cores rosa e branco. Somente para lembrar (de novo) que, segundo o estatuto do clube, somente as cores vermelha e preta e a amarela (que é para destacar algum detalhe no produto) é que são autorizadas.

A resposta da empresa foi que iriam adequar as cores do clube ao produto e que não iriam retomar o erro.

No terceiro e último caso, até então, foi também notificada uma empresa que produziu uma escova de dentes com as cerdas na cor branca. O produto foi reclamado e de imediato corrigido.

Para não perder o memória, o Museu do Maracanã foi notificado, recentemente, e estamos acompanhando o processo para saber se irão continuar com a mentira. Sabemos que 1987 tem somente um campeão e lugar de asterisco é somente em teclado de computador ou na composição de párias da sociedade, como diria o respeitado Homero Lacerda.

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado

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