Programas enlatados: respeito é bom e o Sport merece!

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Por Alessandro Matias

Engraçado como uma segunda-feira segue sem novidades, sem nenhuma resenha diferente para ser polêmica e de uma hora para outra, “aos 45 minutos do segundo tempo”, acontece um fato lamentável que muda a rotina.

Para início de conversa, digo que não assisto esses programas enlatados de futebol que falam, em sua maioria, 95% de Rio, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. É como se o Brasil se resumisse apenas aos estados citados. É muito pouco, não? Poderia (e penso assim) dizer que são pequenos.

Nessa onda de programas enlatados pode ter certeza que a maior parte da audiência é formada pela região Nordeste e Norte. A primeira pelos times do Rio e a segunda, proporcionalmente, vai na mesma vibração.

Lamentável, não? Sim. Claro! Contudo, é para ser respeitada a audiência. É o público que define de forma direta as grades dos canais. Se não assistir, eles mudam. E isso está longe de acontecer tanto quanto o homem residir em Marte.

Levando o assunto para o que interessa, aconteceu ontem um desrespeito com um profissional e também com uma instituição centenária: Danilo Fernandes e o Sport Club do Recife.

O primeiro ainda não podemos dizer que é goleiro de seleção. Entretanto, tem que ser respeitado pelo profissional que é, e pela fase atual. É o melhor goleiro do Brasileirão Série A da atualidade.

Sinceramente, não sei o nome do enlatado e também do suposto jornalista que faltou com o respeito. Só sei que foi no canal por assinatura da ESPN Brasil e que o mundo de hoje não admite mais esse tipo de atitude. É uma vergonha ter em uma grade, de Tv por assinatura, esse tipo de programa que admita isso.

O pior é o constrangimento de ouvir e ver que “os caras” não sabem nem escalar um time como o Sport. Erram em tudo: na escalação, na forma de jogar do time, na história e etc. E isso é geral.

É a regra que nenhuma classe escapa: tem profissional ruim em todo o canto. E jornalista ruim tem para dar e vender.

Chamar um clube como o Sport de pequeno é o mesmo que desrespeitar uma região rica em todos os sentidos. E mais, no seu maior patrimônio: o povo.

O Sport hoje é uma potência do futebol nacional e não vem ao caso citar os títulos e o seu grande patrimônio: já é de conhecimento de todos. Com pouca verba faz os “grandes”, em muitos casos, se ajoelharem aos seus pés. É uma realidade no atual Brasileirão. Basta ver a tabela.

Ontem um amigo falou que não adiantava responder. Que esse cidadão estaria rindo e com o seu emprego garantido. Discordo! É por isso que, até hoje, tem empresa de comunicação colocando um asterisco (*) no título de Campeão Brasileiro do Sport. Ou pior, quando cita 1987 fala também do Flamengo.

Uma mentira repetida várias vezes, em um país como o Brasil, vira verdade. Falta tudo: leitura e conhecimento da sua própria história.

Esse tipo de atitude não pode ficar entregue ao acaso. Com o perdão da frase: “Quem se abaixa demais, mostra o fundo.”

Que saudade de diretores de futebol do passado. Eram folclóricos e tinhaM a resposta na ponta da língua. Pode ter certeza que no próximo programa enlatado da ESPN Brasil (e ao vivo) esses iriam responder ao “distinto” comentarista resumido em RJ, SP, MG e RS. Que pequeno, não?

A torcida rubro-negra tem que se unir. Lutar pelas suas cores e boicotar essas mazelas que aparecem nas Tvs como sendo os entendidos. Um bando de “decoreba”, de histórias do futebol, que colocam seus ternos para parecerem superiores ao que realmente são. É uma grande ilusão. Um simples terno.

O Sport já se calou por muitos anos sobre 1987. Tem gente demais falando mal do Sport e denegrindo a imagem do patrimônio rubro-negro. Por outro lado, tem gente de menos defendendo.

Respeito é bom e o Sport merece!

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado

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