Quarta-feira, ah, quarta-feira…

 

camxspo

Por Ivo Mascena

Foi um dia longo. Ansioso, como sou, a quarta-feira começou no domingo anterior. Sport e Atlético fariam um jogo bastante esperado.

O Atlético, apontado por muitos como o eventual campeão deste ano, tem um time muito forte. Do gol ao ataque, um time cheio de bons jogadores. Um técnico experiente, mas não ultrapassado e que está há um bom tempo no comando. Uma torcida que facilmente, mesmo em fases ruins do time, ocupa pelo menos 50% do estádio quando o Galo é mandante.

Do outro lado do ringue, a surpresa do campeonato. O intruso. O penetra em festa de rico. O Sport. Time que derrubou os prognósticos da própria torcida e passou a exigir de jornalistas do Sul que saíssem de sua zona de conforto e fossem buscar mais informações. Quem é esse cara? O que o Sport tem feito? Vai deixar de ser coadjuvante no Brasileirão?

E a bola rola! No Jardins D’Itália, em Brasília, cheguei com um pedido: “Gildo, traz uma Heineken!!!”. Acho que iria enfartar se não tivesse tomado umas duas… Primeiro tempo difícil. Acredito que mais difícil pro Atlético pois, jogando em casa, não conseguia encaixar jogadas de perigo. As linhas de defesa compactadas, o alto acerto de passes, a qualidade da zaga e o novo candidato a titular do gol, Danilo, compunham um cenário que mexeu com o Galo. Não era fácil … Não tinha mais unha pra roer. Olhei pro lado, Sinderley e Júnior nem piscavam. Teve um momento em que a cerveja chegou e ninguém se lembrou de encher o copo. No final do primeiro tempo, gol do Atlético anulado. No intervalo, nada de dominó. O pessoal estava satisfeito com o equilíbrio, mas tenso demais para relaxar.
E a bola rola no segundo tempo. Esse Lucas Pratto tem categoria, ainda mais com a assistência de Thiago Ribeiro. Golaço. Ducha fria.

Matheus Ferraz empata. O Leão não deixou nem a torcida do Galo parar de pular. Belo levantamento na área que encontrou esse surpreendente zagueiro cabecear livre. O Sport mostrava de que era feito.

A ausência dos atacantes – André, Hernane – e dos meias ofensivos (Régis, Elber) tirou poder de fogo do Sport. Os laterais, outrora elementos importantes de ataque, estavam muito recuados.

E o tal do Giovani Augusto (esta semana no meu Cartola FC) acertou um chute que deu até vontade de bater palma. Matheus não errou. Danilo não falhou. Apenas as leis descritas por Newton, Kepler, Coriólis e outros físicos se fizeram valer.

A ressaca do dia seguinte foi amenizada por um Gatorade antes de dormir. Na imprensa, declarações que mostravam que o resultado foi justo, mas em momento algum se falou em fragilidade do Sport. Houve o reconhecimento de que esse foi o melhor jogo do campeonato.

Poucas são as vezes em que saímos conformados com uma derrota. Menos ainda as que nos sentimos bem após isto ocorrer.

Eu me senti assim. Acho que vai dar. Vamos brigar pela Libertadores e, com uma maré favorável, até pelo título.

PS: Wallace, não seja Érico Júnior.

Ivo é natural de Recife e reside em Brasília/DF

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

rodape1

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *