“Sem anti-inflamatório”: empate de novo

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Por Alessandro Matias

Falamos que uma vitória ontem, contra o Coritiba, seria como um anti-inflamatório para a equipe. O time sairia dessa resenha chata de não vencer fora de casa pela “x” vez e psicologicamente seria de grande valia para amenizar essa pressão. O time precisava e o resultado, mais uma vez, não chegou.

Ontem não seria exigir muito. Sport faz, e sempre vai fazer, parte de um campeonato paralelo, enquanto houver a disputa de jogos no Brasileirão via pontos corridos, com vários outros clubes do futebol brasileiro: Atlético PR, Coritiba, Chepecoense, Figueirense e etc. Parte da verdade é essa. É um problema de estrutura financeira. E adicione isso aos erros de arbitragem e afins.

Por outro lado, ontem era, como dito acima, um jogo para vencer um adversário direto em um contexto macro. Não venham me dizer que estou falando que o Leão disputa para não cair. Não é isso. Alguém duvida de que teríamos 3 pontos na noite de ontem se o time tivesse mais qualidade e um pouco de sorte?

Está claro o desgaste técnico da equipe. Não foi um problema de vontade, apenas, e o time queria algo ontem no sul do país. Esse problema de desgaste técnico é considerado normal até certo ponto na história de alguns clubes da elite brasileira. Se fosse somente “isso” era o céu. Em qualquer clube é um problema passageiro.

A bronca é o desgaste físico que o time vem tendo, e não é de hoje. Tudo isso vem em decorrência da falta de um grupo com mais opções para as posições mais carentes do time. Falta banco! Já falamos várias vezes sobre esse assunto em resenhas passadas.

Ontem percebemos um time, que se não estivesse em um certo nível de cobrança, proporcionada por ele mesmo para vencer, e também um grupo com mais opções, constataríamos uma equipe melhor condicionada no jogo. Mesmo assim, o time foi superior ao adversário.

Maikon Leite, mesmo com o peso do desgaste, poderia ter chamado a responsabilidade para ele e ter levado a bola para cima dos seus marcadores. Afinal, entrou com um tempo razoável e poderia ter mais participação.

André não acertar aquela bola colocada no canto do goleiro do Coxa foi uma tremenda falta de sorte. Hoje, o clube teria mais 3 pontos e todos os argumentos de cansaço e desgaste de alguns atletas, que o comandante rubro-negro falou, surtiriam com outros ares.

Ao final, menos dois pontos na conta do Sport.

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport e blogueiro do Globoesporte.com

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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