Sport, desfalcado, vence o campeão de tudo

Marlon Costa

Por Alessandro Matias

Essa semana, ao contrário do que ocorre com a grande maioria, recebi uma ligação do jornalista Alexandre Ernst, do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Muito educado, atencioso e curioso por saber notícias do leão da Ilha. Na conversa, o colega perguntou e eu respondi todas as dúvidas em uma papo que parecia não ter fim de tão bom.

É lógico que o Alexandre é uma exceção no atual momento, pois ainda existem os que apenas criticam ou dizem que o Sport é uma zebra ou que é um cavalo paraguaio. Longe da ideia desse espaço em dizer, nesse momento, que o Campeão de 1987 já é um campeão em 2015.

Entretanto, já é possível vislumbrar algo mais (e bem mais) do que dizer apenas que esses clube do Nordeste é uma surpresa.

Saber os motivos do sucesso, até aqui, de um time do Nordeste, com poucos recursos, deveria fazer parte do dia a dia de alguns que querem passar credibilidade e ter conteúdo para dialogar em seus espaços.

E o resultado da matéria foi um sucesso. Repercutiu bem em Pernambuco, e soubemos, por vários amigos do Rio Grande do Sul, que muitos ficaram atucanados (termo regional no estado do Rio Grande do Sul para dizer que indivíduo está cheio de coisas para fazer, no mesmo momento, preocupado ou aborrecido).

Leia a matéria: No caminho do Inter: o que fez o Sport se tornar a sensação do Brasileirão

Virando a página, o Sport foi o que já se esperava: engoliu o Internacional de Porto Alegre e administrou o segundo tempo como queria. É lógico que não dava para segurar o ritmo frenético que jogou na primeira etapa. Ninguém esperava ou apostava que o Eduardo Baptista coordenasse a equipe dessa forma no segundo tempo.

Aliás, nenhum técnico no mundo faria dessa forma. Com a atual vantagem no placar e domínio de campo, uma postura de filme americano, na eterna guerra de brancos (soldados) e índios de somente atacar não seria inteligente.

O time parece, a cada rodada, mais preparado para encarar qualquer difícil desafio no Brasileirão 2015. Se por um lado ainda existem argumentos contraditórios, que relatam os desfalques do time gaúcho como uma desculpa, por outro, o Sport, proporcionalmente ao tamanho do seu elenco, sentiria mais falta dos seus desfalques: Magrão, Diego Souza, Wendel e o brocador, não?

A torcida não quer saber de opiniões infrutíferas contra o império rubro-negro e fez da Ilha um caldeirão. Para se ter uma ideia, aos 25 minutos do primeiro tempo, tinha gente entrando na Ilha do retiro como se o jogo ainda não tivesse iniciado. Era gente demais.

Pelo jeito esse Sport “zebra”, e sem o fundamento profundo de alguns, vai dar muita pauta para a torcida e para os que realmente lutam contra a atual fase do futebol brasileiro.

Sport, Atlético Paranaense e a Ponte Preta são exemplos da virada “do país do futebol” na luta contra a geração 7×1. Só não enxerga quem não quer.

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport e blogueiro do Globoesporte.com

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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