Sport x Ponte Preta: público e jogadores mereciam uma “vaia” do Hino Nacional

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Por Alessandro Matias

Quem foi ontem para a Ilha do Retiro ficou impressionado com tantos detalhes que marcaram o jogo do Leão. A vaia ao Hino Nacional foi apenas um dos pontos que dariam uma breve conotação do que seria o jogo.

Não entendi, até agora, onde e em qual ponto vaiar um dos símbolos do país seria (ou será) benéfico com o clube. Qual o sentido de misturar as coisas?

Pensei que tinha visto de tudo quando os torcedores em São Paulo vaiaram o Hino do Chile, em um jogo da seleção, por pura falta de respeito e educação. Fiquei somente no pensamento: agora foi a vez de vaiar o símbolo do próprio país.

Essa atitude mostra o grau de envolvimento (ou seria a falta?), conhecimento (ou seria a falta?) e discernimento (ou seria a falta?) de grande parte dos mais de 15 mil torcedores que estavam nas arquibancadas da Ilha. Vergonha alheia!

Falando do Sport, existem aqueles que acham que o leão está longe do G-4, e também os que ditam que o rubro-negro não vem em uma boa fase: discordo das duas análises. Na primeira, soa como brincadeira, não? O leão está somente com 2 pontos atrás do 4º colocado. Na segunda, basta olhar o número de jogos que foram realizados fora de casa ultimamente e, principalmente, contra adversários diretos e com o apito amigo.

O que acontece é o que já chamávamos a atenção. O Sport tem um time e lamentavelmente não tem elenco para afirmar, desde o início da competição, que o clube vai disputar o título. Pontuar tal situação seria blefar ou jogar ao acaso da sorte. O time vem jogando no limite e, como todo limite, tem suas variações para mais ou para menos.

Quanto ao jogo, fiquei desde o início com a percepção de que o adversário poderia empatar a partida a qualquer momento. Se detalharmos, o gol do Sport nasceu de uma tabela que por pouco não aconteceria. DS87 tentou colocar nas pernas do zagueiro e, por sorte, sobrou para André, que tocou de volta para o meia.

Outro detalhe foi o número de vezes que a macaca chegou ao gol do Sport. Se a minha memória não me atrapalhar, foi a Ponte que chegou mais vezes ao gol do adversário nos dois períodos: no primeiro tempo, Sport 3 x 7 Ponte Preta; e na segunda etapa, Sport 2 x 4 Ponte Preta. Há algo errado no ar.

Para finalizar, um puxão de orelhas no Eduardo Baptista que continua querendo colocar Régis pela direita. Já está provado que não dá certo. Ah! Wendel fez falta.

Ao final, o público (pequeno) e os jogadores mereciam uma “vaia” do Hino Nacional.

Alessandro Matias é editor do site Eu Pratico Sport e blogueiro do Globoesporte.com

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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