Sula ou Copa do Brasil: é essa a questão?

Dúvida1

Por Ivo Mascena

De um lado, um torneio milionário. De outro, uma copa reconhecida como a segunda mais importante do Brasil. Por questões de regras e calendário, há um estrangulamento no meio do caminho que pode levar uma equipe que participe simultaneamente dos dois certames a ter que optar por um deles.

Não acho que seja oportuno aqui discorrer sobre qual dos torneios deveria ser escolhido (e já há declarações de que será a Copa Sulamericana).

Algo que se deve observar, porém, é que ambos os torneios ocorrem concomitantemente com o Campeonato Brasileiro e isso nos traz  a questão de termos que montar dois times bons para podermos disputar satisfatoriamente estas competições.

Contusões, expulsões, suspensões, fadiga e até má fase técnica afetam praticamente qualquer jogador durante um ano. As mudanças nestes jogadores afetam o desempenho do time e consequentemente o sucesso dele em cada torneio. Para atenuar isto, substitutos à altura.

O rodízio de jogadores é muito comum na Europa, e sempre acabamos admirando aqui no Brasil como é comum vermos craques com uma carreira longeva lá.  Isso propicia jogadores que conseguem render em alto nível sempre que jogam, mesmo os que passam dos 30. Para que o rodízio funcione, as peças do banco têm que agregar valor quando acionadas, não pode haver grande desnível entre eles e os titulares. Usamos exaustivamente o mesmo time e vamos desgastando o time e aumentando a previsibilidade de nossas jogadas.

Eis que, observando as ambições do Sport, encontramos um time que depende exclusivamente da distribuição de bola de Diego Souza. Anulando DS87, anula-se o Sport.

Esperamos que a composição do elenco seja rápida e eficaz. Precisamos de outros jogadores com capacidade de armar o jogo e de atacantes que tenham um índice de desperdício de gols aceitável.

“Si Habla Español” e “Sou Série A” acabam não tendo graça quando se é o saco de pancadas, a galinha morta do grupo.

Qualquer plano de ação empresarial vai conter os famosos o que? Quem? Quando? Como? Onde? Vamos ter que responder o que queremos ganhar, quem iremos contratar, quando isso vai ocorrer, com que dinheiro pagaremos e onde os escalaremos. Esta última questão, aliás, tem nos dado arrepios.

Montar um elenco bom (não necessariamente caro) e ter no mínimo duas variações táticas eficientes é o que devemos ter para que as nossas participações nos tragam mais que medalhas de “honra ao mérito”.

Ivo é natural de Recife e reside em Brasília/DF

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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