Vestiu azul e o Santa derrotou

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Sport vence primeira na Série A e acaba com invencibilidade do Santa

Por Zé Henrique

Não estava fácil para o Sport. Lanterna no Brasileirão, sem nem conseguir chutar em gol e perdendo para Flamengo e empatando Botafogo, dois times que não conseguem empurrar bêbado ladeira abaixo. Contra o Corinthians, houve, em determinado momento, a esperança que o futebol estava voltando à Ilha do Retiro, mas um vacilo e uma punição da lei do ex nos fizeram sair derrotados de mais uma partida.

Próximo jogo seria contra o Santa Cruz, nosso rival que acabara que nos fazer vice de novo. O tricolor vive uma situação oposta a do Sport; campeão do Nordeste, do Evandrão e terceiro colocado no Brasileiro. Para piorar, o Sport entra com a fatídica camisa azul que o time vestiu nas últimas três derrotas fora de casa. Essa camisa amaldiçoada tinha sido usada pelo super time do sub 17 um dia antes na final da Copa do Brasil sub 17 e ficamos com o vice.

Na estreia dela, perdemos de 4×0 para o São Paulo e este ano apenas vitórias contra os gloriosos Central e Botafogo (PB). A camisa maldita iria entrar em campo, o rubro mais azul do Nordeste, tinha tudo contra si, mas mesmo que existam brujas, o futebol tem uma aura diferente de tudo o que possa ser sentido ou mensurado…

A incômoda lanterna era o fogo que mantinha o mantra da recuperação, afinal nada melhor do que se levantar ante o seu mais tradicional (e único) rival local. Nada melhor do que acabar com a má fase, vencendo o adversário na casa dele e ainda tirando da invencibilidade deles.

Encarnando o espírito de Mr. Voorhees o Sport ressurgiu e não foi uma vitória da sorte, do acaso com gol achado ou claramente impedido. Foi um verdadeiro massacre futebolístico; o Leão engoliu o Santa Cruz que em momento algum da partida teve chance de jogar de igual para igual. Se terminasse 6×0 não seria exagero, nenhum! Tiago Cardoso, a incompetência do Sport e a trave salvaram um placar histórico ontem à noite, no Arruda.

Time bem postado, apesar de todo o esforço de Matheus Ferraz em estragar tudo, defesa sem dar espaços, Renê em um espasmo de lucidez fechou a avenida do lado esquerdo, Serginho fez sua melhor partida com a camisa do Sport (apesar do gol incrivelmente perdido), Rithely foi novamente uma peça de equilíbrio e qualidade no meio campo, Diego foi o líder técnico que se espera e até Gabriel Xavier jogou bem.

Everton Felipe precisa ainda diminuir o preciosismo, peculiar de jovens talentos, mas é a cada jogo um meia mais útil tática e tecnicamente. Ele e Gabriel Xavier só poderiam se movimentar mais pelo campo e não ficar tão presos nas laterais.

Mas o que falar de Edmilson? Teve campanha para ele ir embora, antes mesmo dele chegar, mas ele pouco se importou; esse peso não recaiu sobre o camisa 17. Se não é um primor técnico, já mostrou que tem faro de matador. Antecipa bem aos zagueiros, se posiona na “zona morta” da defesa e tem tempo de saída, para evitar impedimentos.

Com um lançamento de mestre Diego deixou Edmito na cara de Tiago Cardoso, o camisa 17 dividiu com o goleiro, conseguiu passar pela muralha e sem mais nenhum patrulheiro do norte meteu, de perna canhota, para o fundo do barbante!

O Sport respira um novo ar, mas ganhar para o Santa é obrigação, são nossos seis pontos garantidos este ano, então vale zoar, mas jamais relaxar. Série A com este time não dá, sem reforços sofreremos…. demais… mais do que merecemos!

Domingo é dia de cabidela na Ilha!
Em Recife, Galo só o da Madrugada!

PELO SPORT TUDO!

Zé Henrique* é colunista do site parceiro Canelada F.C.

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Leões do Cerrado.

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